Villa Irvana Arte
Um dos idealizadores da Villa Irvana.
✦ O artista da casaEscultor e fotógrafo carioca de projeção internacional, Gatti faz da tecnologia, do consumo e da hiperexposição digital a sua matéria-prima. Suas esculturas monumentais ocuparam o Rio — do Museu do Amanhã ao Aeroporto do Galeão — e passaram por Art Basel, ArtRio e SP-Arte, com direção de arte para Yves Saint Laurent e a distinção de único artista brasileiro convidado a criar obra exclusiva para a Copa do Catar. Do Museu do Amanhã ao Galeão, suas obras perguntam ao Rio — e a nós — o que ainda nos conecta de verdade.

A obra de Gatti em exposição — bronzes sobre mármore negro
PRIMÓRDIOS DIGITAIS
Gatti é profundamente interessado em novas tecnologias — diversos programas digitais servem de suporte às suas obras recentes, como se a manualidade se transferisse para a tela do computador. A mudança transformou a materialidade do trabalho: da madeira, lona e metal aos plásticos, fibras e placas metálicas — sem jamais alterar sua coerência intrínseca. Assim, provou que um dos mais antigos gêneros artísticos não é avesso a elaborações digitais; muito pelo contrário: as novas soluções sempre mantiveram — e ampliaram — sua posição heterodoxa dentro da escultura contemporânea.
A OBRA




















da "Carta ao meu neto"
"Encontrei na arte o meu propósito de vida. A viagem que precisamos fazer agora não é interplanetária, mas intraterrestre. Talvez a resposta esteja abaixo da terra… ou dentro de nós mesmos."
VILLA IRVANA · BETO GATTI · KEITH HARING
Beto Gatti pergunta o que foi feito, na era das telas, da alegria de estarmos juntos — a mesma alegria que Keith Haring desenhou quarenta anos antes. E a Villa Irvana é a resposta dos dois: um lugar onde a arte não está pendurada — está à mesa, ao sol, na conversa. Dois artistas, uma convicção: a obra só se completa quando há gente por perto.